A HISTÓRIA

UMA LENDA COM MAIS DE 90 ANOS
 
 
Em 15 de Março de 1921, no gabinete do notário Paul Cassanello, em Génova, foi constituída a “Sociedade Anónima Moto Guzzi”. Os sócios da empresa são Emanuele Vittorio Parodi, conhecido armador genovês, o seu filho Giogio e o seu amigo Carlo Guzzi. A primeira moto foi a mítica Normale, com 8 CV de potência. Seguiram-se depois outros modelos de sucesso internacional, como a Guzzi GT, de 1928, denominada “Norge” pela viagem realizada ao Círculo Polar Ártico, e a Airone 250, de 1939. A empresa também alcançou rapidamente sucessos desportivos, como a vitória na prestigiada Targa Florio, em 1921, que deu início ao riquíssimo palmarés da Moto Guzzi.

Após a Guerra, nasceram modelos como a Guzzino 65, o modelo mais vendido na Europa durante dez anos. Enquanto primeiro construtor mundial, a Moto Guzzi constrói, em Mandello del Lario, em 1950, um futurista túnel de vento. A equipa de corridas é brilhante, contando com engenheiros como Umberto Todero e Enrico Cantoni e com um projetista que se tornou um mito: Giulio Cesare Carcano, pai da Guzzi Oito Cilindros, que atingia 285 km/h. No final dos anos 60, a Moto Guzzi dá vida ao motor bicilindrico em V a 90º, um propulsor que se tornou o símbolo do sucesso da Moto Guzzi. Sob esta base, nasceram modelos como a Guzzi V7, a V7 Special e a mítica V7 Sport. A herança desportiva foi igualmente reforçada com modelos como a Le Mans, a Daytona, a Centauro e a Sport 1100.

Uma outra moto que deixou marcas até aos dias de hoje, uma Grande Turismo turismo por excelência, na máxima cilindrada, foi a Moto Guzzi Califórnia, que chegou a ser equipada com injeção electrónica e sistema de travagem integral aos três discos. Em 30 de dezembro de 2004, a Moto Guzzi passou a fazer parte do Grupo Piaggio, o líder europeu em veículos motorizados de duas rodas. E é sob o signo do renascimento que em Março de 2005 é apresentada a Breva 1100, um sucesso no segmento naked. Em Setembro do mesmo ano, surge a Griso, uma moto que rompeu com os conceitos estilísticos e técnicos da época. Em maio de 2006, com a Norge 1200, a Moto Guzzi regressa ao Grande Turismo: proteção total, ciclística refinada e um novo bicilindrico com 1200 cc. Em março de 2006, o coração desportivo da marca de Mandello del Lario volta a pulsar, com duas vitórias no circuito de Daytona, com Gianfranco Guareschi, vitória que se repetiu em 2007. Na esteira dos sucessos desportivos, é apresentado um novo modelo, a 1200 Sport, uma naked cheia de personalidade com a última geração do bicilindrico em V a 90º.

Por ocasião da 64ª edição do Salão de Milão, a Moto Guzzi apresenta a Griso 8V, com 110 CV, e a Bellagio, uma custom com 940 cc. Já em Fevereiro de 2007, é revelado o novo projeto para o Grande Enduro, a Stelvio. E foi nesse mesmo ano que o ator Ewan McGregor abrilhantou a Giornate Mondiali Moto Guzzi, quando se deslocou a Mandello del Lario para ir buscar a sua Califórnia. No ano de 2009, o Grupo Piaggio anuncia um importante programa de investimento que envolve não apenas as gamas futuras da Moto Guzzi, como também o local de produção das motos em Mandello del Lario, de forma a torná-lo mais moderno, eficiente e funcional. No Salão de Milão de 2010, a Moto Guzzi apresenta o seu novo motor 1200 8V com quatro válvulas por cilindro, que equipou a Stelvio 1200 8V, a Stelvio 1200 NTX e a Norge GT 8V.

Nasce também a V7 Racer, série especial de 750 cc com base na V7 Sport dos anos 70. O ano de 2011 marca o 90º aniversário da Moto Guzzi, celebrado com uma inédita Califórnia, apresentada na reunião internacional do Grupo Piaggio que todos os anos tem lugar no Fórum Grimaldi, no Mónaco. A nova Califórnia, com um bicilindrico em V a 90º com 1400 cc, rapidamente se torna na referência da sua classe. 2012 inicia sob o signo da nova V7, remodelada de forma a alcançar rapidamente o topo da classificação das motos vendidas pelo Grupo Piaggio.